Paulo Wanderley

Nascido no Rio Grande do Norte, Paulo Wanderley Teixeira viveu boa parte dos
seus 72 anos no Espírito Santo e desde outubro de 2017 é presidente do Comitê
Olímpico do Brasil. Ao assumir o comando da entidade máxima do esporte olímpico
nacional implementou diversas medidas baseadas em pilares como: Austeridade,
Meritocracia, Transparência, Competência e Excelência. O conjunto de ações
praticadas em sua gestão modernizaram a entidade e levaram o esporte brasileiro
aos melhores resultados da sua história nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 e nos
Jogos Pan-americanos Lima 2019.


Os inúmeros avanços na administração, bem como as conquistas esportivas
históricas, comprovam que os objetivos vêm sendo cumpridos e têm elevado o nível
do esporte olímpico brasileiro dentro e fora do campo de jogo.
Desde que assumiu o COB, Paulo Wanderley promoveu uma série de mudanças na
instituição, como: corte de gastos e adequação do orçamento à nova realidade do
esporte olímpico brasileiro pós-Rio 2016; modernização do estatuto; ampliação da
Comissão de Atletas, que passou de 1 para 19 com direito a voto na Assembleia
Geral.


Outras ações importantes foram a parceria firmada com a ONU Mulheres para a
elaboração da Política de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e Abuso Sexual
que fazem parte da área Esporte Seguro, que também engloba educação e
prevenção ao Doping, combate à manipulação de resultados e a implementação da
área Mulher no Esporte; e a criação do Hall da Fama, do Canal Olímpico do Brasil,
com o objetivo de democratizar o acesso ao melhor do esporte de alto rendimento,
e do Congresso Olímpico Brasileiro.


Antes do COB, Paulo Wanderley foi presidente da Confederação Brasileira de Judô
entre 2001 e 2017, alcançando os melhores resultados da história da modalidade.
Durante os 16 anos de gestão da CBJ, o judô brasileiro obteve grandes conquistas,
tais como: 12 medalhas olímpicas e 30 pódios em Mundiais, sem contar as
categorias de base; 1ª medalha de ouro em Mundial; 1ª medalha de ouro feminino
em Jogos Olímpicos; além da realização de grandes eventos no Brasil, como os
Grand Slams de 2009, 2010, 2011 e 2012 (todos no Rio de Janeiro); o Campeonato
Mundial Adulto Individual: 2007 (RJ) e 2013 (RJ) e o Campeonato Mundial Adulto
por Equipe: 2012 (Salvador – BA).


Com isso, o Brasil tornou-se uma das 5 maiores potências da modalidade no mundo,
referência em gestão entre os esportes olímpicos.
O reconhecimento internacional o levou a ocupar cargos como segundo vice-presidente da Organização Desportiva Sul-Americana – ODESUR (desde 2023),
presidente da Confederação Pan-americana de Judô (2009 a 2015), vice-presidente
da Federação Internacional de Judô (2009 a 2015) e presidente da Confederação
Sul-americana de Judô (2005 a 2009).


Formado em Educação Física pela Universidade Federal do Espírito Santo, foi o
treinador responsável pela medalha de ouro do judoca Rogério Sampaio nos Jogos
Olímpicos de Barcelona 92 e pelo bronze no Campeonato Mundial de Hamilton
(CAN), em 93. Também foi o técnico da equipe brasileira no Mundial de 91, em
Barcelona, e nos Jogos Pan-americanos de Havana 91

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